A volatilidade não é igual para todos os instrumentos
Passo 1 de 4
"The greater the amount of capital we work with, the worse we're going to do, other things being equal, in terms of percentage returns on equity."
Quanto maior for a quantidade de capital com que trabalhamos, pior será o nosso desempenho, mantendo tudo o resto constante, em termos de retorno percentual sobre o capital.
A volatilidade - um termo que o curso retomará mais adiante, no módulo sobre o risco - mede o quanto o preço de um instrumento oscila: a sua magnitude muda imenso consoante se trate de uma ação, uma obrigação ou uma matéria-prima, e isso influencia o quanto cada instrumento pode pesar numa carteira.
As ações são em geral o instrumento mais volátil entre os vistos na lição anterior: o seu preço reflete expectativas sobre lucros futuros, que podem mudar rapidamente com um único relatório trimestral ou uma notícia do setor. As obrigações de alta qualidade oscilam muito menos, porque grande parte do seu retorno já está fixada de antemão pela taxa de juro acordada.
Mesmo dentro da mesma categoria a volatilidade varia: a ação de uma empresa madura com receitas estáveis tende a oscilar menos do que a de uma empresa jovem num setor emergente, tal como um ETF amplo e diversificado oscila menos do que as ações individuais que o compõem, porque os movimentos individuais se compensam em parte entre si.
Uma volatilidade mais alta não significa automaticamente um investimento pior, tal como uma volatilidade mais baixa não significa um investimento realmente mais seguro no sentido de risco real de perda permanente: significa apenas que o preço desse instrumento exige um horizonte temporal mais longo e maior tolerância às oscilações de curto prazo para ser aproveitado com lucro.