O drawdown: lê-lo sem se deixar guiar por ele
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"When they get fearful, it happens all at once — when people get scared, they all want to leave at the same time."
Quando as pessoas ficam com medo, acontece tudo de uma vez — quando as pessoas se assustam, todas querem sair ao mesmo tempo.
Um drawdown mostra quanto uma ação caiu desde o seu máximo recente, mas por si só não diz se compensa comprar ou manter-se de fora: para isso é preciso o contexto do que aconteceu historicamente em casos parecidos.
O drawdown é a perda percentual face ao máximo atingido num período de referência: uma ação que sobe a $100 e depois cai para $70 tem um drawdown de 30%, independentemente de quanto tempo tenha demorado. É uma medida de quão profundo é o mínimo atual, não uma previsão do que vai acontecer a seguir.
Para dar contexto a este número, a ficha da empresa mostra também quantos drawdowns semelhantes já ocorreram no passado para essa ação e que parte deles recuperou dentro do período que escolher. Uma taxa de recuperação elevada é uma informação útil, mas só se assentar em casos suficientes - por isso a ficha mostra sempre também quantos casos passados estão por trás dessa percentagem.
Uma taxa de recuperação de 80%, calculada sobre 4 casos passados, não é a mesma evidência que 80% calculado sobre 40 casos: no primeiro caso, basta que um único caso corra de forma diferente para a taxa cair para 60%. O número de casos não é um pormenor técnico que se possa ignorar - é a diferença entre um número que se pode usar e um que só soa tranquilizador.